Confiança e Liderança

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Pesquisa revela que liderança de mercado está intimamente ligada à confiança de dados.

O levantamento de dados, tanto quantitativos como qualitativos, enquadrou 13,5 mil executivos C-level responsáveis por marca líderes de 20 indústrias diferentes, em 98 países.Percebe-se que um conjunto de líderes se destaca por compreender a importância da transparência e reciprocidade para ganhar confiança dos potenciais clientes.

Esse mesmo grupo de executivos ganha em disparada de seus pares, em inovação (208%), gerenciamento de mudanças (182%), crescimento de receita (165%) e lucratividade (163%); também são 22% mais capazes de respeitar a privacidade dos dados dos clientes como uma vantagem competitiva central e 82% acreditam fortemente que as informações ajudam a criar um ganho estratégico para estimular o nível de confiança do consumidor, bem como seus resultados.

  • Oito em cada 10 desses homens de negócios confessaram depender muito dos dados para melhorar a qualidade e a velocidade das decisões que tomam;
  • Cerca de 70% deles já usam essas informações extensivamente para desenvolver novos modelos de negócios – 112% a mais que seus pares;
  • 66% as usam para deliberar ao entrar em novos mercados;
  • 62% dos líderes já estão integrando novos modos de monetização em suas estratégias de dados.

“As organizações que colocam sua confiança no centro da maneira como usam os dados com seus clientes estão criando grandes oportunidades para obter maior sucesso”, diz Mark Foster, vice-presidente sênior da IBM Global Business Services.

Essa é uma afirmativa, comprovada pela 20 edição da série CxO Study, Build Your Trust Advantage, iniciativa realizada semestralmente pelo IBM – Institute for Business Value (IBV), parte do IBM Services, área de negócios da gigante de tecnologia, em cooperação com Oxford Economics.

Momento adequado

O debate sobre o tema chega em um momento em que cada vez mais pessoas demonstram preocupação com o uso de seus dados, por parte das empresas, e com o compartilhamento dos mesmos. Por exemplo, no Brasil, a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP), no dia 15 de agosto de 2022, colocou o tema sob os holofotes.

Um estudo sobre privacidade, da IBM, afirmou que, em 2018, 81% dos consumidores, em escala mundial, disseram estar mais preocupados com a manipulação de suas informações. Porém esse mesmo levantamento expôs que a mesma porcentagem de consumidores pretende compartilhar seus dados com companhias que agem de maneira transparente em relação ao tema.

“A pergunta que todo mundo se faz é: quão longe precisaremos chegar para garantir a privacidade dos dados e a confiança? As organizações precisam criar uma visão ética de como usar as informações e alinhá-la ao compromisso da marca”, diz Rima Qureshi, Chief Strategy Officer da Verizon, nos Estados Unidos, um dos participantes do estudo. “Um dos principais desafios da atualidade é manter a confiança do cliente em um mundo onde negócios orientados a dados emergem a todo momento. Precisamos garantir que sabemos tratar as informações de maneira confiável”, completa Marcus Claesson, CIO da Daimler Commercial Vehicles na Alemanha.

Fonte: https://forbes.com.br/colunas/2019/11/pesquisa-revela-que-lideranca-de-mercado-esta-intimamente-ligada-a-confianca-de-dados/

 

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